segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Eu vou...


Alegria, Alegria
Caetano Veloso
Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou...
O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou...
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot...
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou...
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não...
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou...
Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou...
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil...
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou...
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...

sábado, 22 de novembro de 2008

Eita Lispector...

"Gosto dos venenos os mais lentos!
As bebidas as mais fortes!
Dos cafés mais amargos!
E os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
E daí, eu adoro voar!!!"

ESPANHOLA - Flávio Venturini e Guarabyra

"(...)Cai o dia e é assim
Cai a noite e é assim
Essa lua sobre mim
Essa fruta sobre o meu paladar(...)"

Agradecimentos a Deus

Agradeço por estar ao meu lado,
e me fazer ver que as dificuldades e limitações me servem como formas de crescimento.
Agradeço por me fazer enxergar os erros e, com sabedoria, concerta-los.
E tudo aquilo que, de alguma forma parece estar errado, tem o seu lado bom.
Agradeço pela vida e pela simplicidade das coisas.

Deus, basicamente é isso...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Um emplasto, por favor...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

FINAL FELIZ (Jorge Vercilo)

"Chega de fingir
Eu não tenho nada a esconder
Agora é pra valer, haja o que houver
Não to nem aí
Eu não to aqui pro que dizem
Eu quero é ser feliz, e viver pra ti
Pode me abraçar sem medo
Pode encostar tua mão na minha
Meu Amor,
Deixa o tempo se arrastar sem fim
Meu amor,
Não há mal nenhum gostar assim
Oh, Meu bem,
Acredite no final feliz..."

A SEMENTE

Como a caixa de Pandora...
[curiosa e mística]
uma maldita sensualidade que provoca, que atiça!
Faz bens aos olhos,
e ao coração?! faz?
Se for como a caixinha... enfim!
Tão poética essa saudade
de estar perto, de querer...
amedrontando a alma minha
fantasiando a alma sua!
Sendo amado e tendo amor por
[é o que fala a língua]
e mesmo assim o que pulsa aqui dentro
não é o que diz a língua...
mais do que isso!
como na caixa de Pandora,
o que resta é a esperança.
E eu recordo e tento acreditar
em tudo aquilo que foi dito
por um Dom Casmurro!
e como a tal, aberta e solta,
a semente que em mim adormecia
e que, depois das palavras ditas, agora germina!