segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Apesar de tudo...

"Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!"

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

CORRIDINHO (Adélia Prado)

O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca no trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Bilhetinho de Geladeira

Varrer, passar, cozinhar, pegar as crianças na escola, pagar as contas de água, telefone e energia....
Coisas que a gente lê em bilhetinhos de geladeira.
Coisas quotidianas, importantes; ordens.
Porque bagunça aqui não pode.
Ouviu bem? Não pode.
Lavar a louça, tirar poeira, descongelar a geladeira.
Tudo bem posto. Bem colocado.
Sem barulho, por favor.
Porque bagunça aqui não pode.
Eu quero ordem.
Mais um bilhetinho de geladeira...
Não esqueça! Não esqueça!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Eu vou...


Alegria, Alegria
Caetano Veloso
Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou...
O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou...
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot...
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou...
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não...
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou...
Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou...
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil...
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou...
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...

sábado, 22 de novembro de 2008

Eita Lispector...

"Gosto dos venenos os mais lentos!
As bebidas as mais fortes!
Dos cafés mais amargos!
E os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
E daí, eu adoro voar!!!"

ESPANHOLA - Flávio Venturini e Guarabyra

"(...)Cai o dia e é assim
Cai a noite e é assim
Essa lua sobre mim
Essa fruta sobre o meu paladar(...)"

Agradecimentos a Deus

Agradeço por estar ao meu lado,
e me fazer ver que as dificuldades e limitações me servem como formas de crescimento.
Agradeço por me fazer enxergar os erros e, com sabedoria, concerta-los.
E tudo aquilo que, de alguma forma parece estar errado, tem o seu lado bom.
Agradeço pela vida e pela simplicidade das coisas.

Deus, basicamente é isso...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Um emplasto, por favor...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

FINAL FELIZ (Jorge Vercilo)

"Chega de fingir
Eu não tenho nada a esconder
Agora é pra valer, haja o que houver
Não to nem aí
Eu não to aqui pro que dizem
Eu quero é ser feliz, e viver pra ti
Pode me abraçar sem medo
Pode encostar tua mão na minha
Meu Amor,
Deixa o tempo se arrastar sem fim
Meu amor,
Não há mal nenhum gostar assim
Oh, Meu bem,
Acredite no final feliz..."

A SEMENTE

Como a caixa de Pandora...
[curiosa e mística]
uma maldita sensualidade que provoca, que atiça!
Faz bens aos olhos,
e ao coração?! faz?
Se for como a caixinha... enfim!
Tão poética essa saudade
de estar perto, de querer...
amedrontando a alma minha
fantasiando a alma sua!
Sendo amado e tendo amor por
[é o que fala a língua]
e mesmo assim o que pulsa aqui dentro
não é o que diz a língua...
mais do que isso!
como na caixa de Pandora,
o que resta é a esperança.
E eu recordo e tento acreditar
em tudo aquilo que foi dito
por um Dom Casmurro!
e como a tal, aberta e solta,
a semente que em mim adormecia
e que, depois das palavras ditas, agora germina!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Vômito

As coisa já passam tão simples. Não há muita preocupação. Apenas equívocos. Amando mais, escorregando mais, profundissimamente! Não há mais aquela triste solidão, mas uma solidão necessária e auto-provocada. Reflexões, análises, elaborações, disciplina...Ajuste. Desajuste. Ajusta e desajusta. Por que nada é perfeito. Perfeitamente imperfeito. (Im)perfeito. E as coisas já andam tão simples. Largas e brancas. Brancas e Pretas. Senhoras Mariposas. Eu digo, digo...digo?! ..não, melhor não dizer, se não perde a graça a surpresa do achado. Procure então!...ah, quem se importa! Isso é só meu. então não perca mais o seu tempo e vá cuidar da sua vida, porra.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhe valor. Conhecer o frio para conhecer o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente viver."

(Amyr Klink, "Mar sem fim")

domingo, 21 de setembro de 2008

Nâ Nara Nâ Nara Nâ...

Oh vidinha besta. De tão besta chega a ser boa. Vida de domingos em frio. Rede dançante. Passa o tempo. Que passa correndo e leva. Leva a minha dança e a cor. Me leva. Me lava. Alma besta que basta. Abastada e leve. Sem cor. Colorindo a cor lavada. Tudo é cinza e recém nascido. Vívida saudade. Do passado não. Saudade do futuro!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Um pouco da Bossa

"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça..."

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A Arte das Musas

"Na alegria, o homem pronuncia palavras. Não bastando-lhe essas palavras, ele as prolonga. Não bastando as palavras prolongadas, ele as modula. Não sendo suficiente as palavras moduladas, sem que o homem perceba, as mãos fazem gestos e os pés se agitam."
Eis uma boa explicação da origem da música, retirada de um antigo livro chinês. É perceptível, ao final do fragmento, a música tornando-se dança ("as mãos fazem gestos e os pés se agitam"), logicamente pode-se afirmar que a dança nada mais é do que a música visível. Seguindo as palavras do escritor Mário de Andrade, a origem da música é tão velha quanto a do homem. O movimento do coração, o ato de respirar formam sons rítmicos, constantes, e esse conjunto de ritmo mais som se manifestam em música. Vem-me à mente o que eu passo agora a considerar a mais bela melodia existente: a vida! Ela possui ritmo: o nascer, o crescer, o morrer; possui sons, como o rir e o chorar, sendo que a frequência, vibração de cada nota e sua intensidade concordam com os mais variados estados espirituais sofridos pelo maestro, a alma.
A música é tão completa, que excede o mundo orgânico. Está presente nos movimentos do rio, na água da chuva que quebra sobre as montanhas, no trovejar das tempestades ou no tombar de uma árvore. Na música não há limites, porque ela é o limite.
*O título do texto é o significado da palavra "música", cuja origem vem da mitologia grega, baseada nas nove musas que inspiravam as artes e ciências, consideradas divindades celestiais.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Música & Filosofia formam um belo conjunto, uma bela demonstração da vida. Nossas revoltas, mágoas, paixões podem ser incrivelmente expressas através de simples acordes. A alma voa, se liberta! É filosofando que se aprende a viver. Quando deixamos que essa dupla haja sobre nós, é possível sentir a natureza divina. É como se todas as coisas, do bem e do mal, se fundissem e somos capazes de compreender o Universo. Tornamos-nos Deuses!

Está inaugurado o blog!


Sejam Bem Vindos!